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Falta de investimentos pode atrapalhar plano de expansão da Eldorado

Fábrica de celulose entrou em funcionamento em 2012. Foto: Jornal do Povo de Três Lagoas

Fábrica de celulose entrou em funcionamento em 2012. Foto: Jornal do Povo de Três Lagoas

A falta de aporte financeiro pode atrapalhar o plano de expansão da Eldorado Brasil para ampliar em toneladas o volume da produção de celulose em Três Lagoas. A J&F Investimentos, empresa da família Batista que controla a Eldorado Brasil Celulose e o frigorífico JBS, apresentaram uma proposta de aporte de R$ 2,8 bilhões na empresa que entrou em operação no final de 2012, para os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef.

Entretanto, segundo matéria publicada ontem, no Valor Econômico, os fundos decidiram não colocar dinheiro na Eldorado Brasil. As principais razões para o desinteresse seriam o elevado nível de endividamento da Eldorado e a maneira como a operação fabril foi estruturada, com uso intensivo de madeira de terceiros, que é mais cara, além de ser transportada em percursos considerados bem distantes até seu destino final onde se localiza o complexo fabril.
A Previ, que recebeu proposta de aporte de R$ 1,4 bilhão na Eldorado, segundo o Valor Econômico, não enxergou viabilidade no negócio, já que a fundação estaria disposta a participar de um processo de consolidação de ativos de celulose, em vez de simplesmente se tornar sócia da Eldorado.

A falta de interesse dos fundos em investir na Eldorado, deve-se a crescente dívida de curto prazo que a empresa contraiu, em razão da limitada disponibilidade de madeira própria para abastecimento da fábrica de Três Lagoas. E, sem capitalização das três fundações, a futura expansão da fabrica de celulose da Eldorado Brasil pode não acontecer.

Nesse cenário, o futuro do projeto de expansão da Eldorado dependeria de uma solução financeira que não passaria pela Previ, nem por Petros e Funcef. Segundo uma fonte ouvida pelo Valor Econômico, às duas fundações, que já são acionistas da companhia, devem acompanhar a decisão da Previ de não participar do aumento de capital. O mais viável para a Previ seria participar do capital da Eldorado via consolidação, sobretudo, se o agente consolidador fosse a Fibria, que já tem a fundação como acionista. A própria Fibria nasceu de uma rodada de consolidação de ativos, combinando ativos da fábrica de celulose Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), e está listada no Novo Mercado, segmento com padrões elevados de governança corporativa.

Conforme informações já divulgadas, a Eldorado e a Fibria já estariam conversando sobre o assunto, porém as tratativas ainda esbarram no preço do negócio. Por meio da assessoria, a Eldorado disse que não tem nada a declarar com relação à questão dos fundos, apenas declarou que a empresa continua com os planos de expansão da unidade em Três Lagoas.

 

Jptl