Celulose Notícias

Exportação de celulose e demais mercadorias acumulam alta no MS

Esse crescimento provocou aumento de 19% na receita de exportações de produtos industrializados do estado

As exportações de celulose e papel e demais produtos de sua extração no Mato Grosso do Sul já acumularam alta de até 87%, de janeiro a outubro deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. O levantamento foi realizado pelo Radar Industrial da Fiems (Federação das Indústrias de MS).

De acordo com a entidade, esse crescimento provocou um aumento de 19% na receita de exportações de produtos industrializados do Estado nos primeiros dez meses deste ano em relação ao mesmo momento do ano passado, passando de US$ 2,48 bilhões para US$ 2,96 bilhões.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, apesar de o mês de outubro ter apresentado uma redução de 9% na comparação com o mesmo período de 2017, com a receita diminuindo de US$ 290,4 milhões para US$ 264,8 milhões, no acumulado do ano as exportações de industrializados estão em franco crescimento, tanto que o volume apresentou aumento de 2%. “Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 71% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano essa participação ficou em 61%”, analisou.

Celulose 

No grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado foi de US$ 1,54 bilhão, crescimento de 87% nos dez meses de 2018 comparado com a somatória de janeiro a outubro de 2017, dos quais 97,5% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 1,51 bilhão), tendo como principais compradores China, com US$ 818,1 milhões, Itália, com US$ 171,7 milhões, Holanda, com US$ 146,4 milhões, Estados Unidos, com US$ 102,3 milhões, e Coreia do Sul, com US$ 40,8 milhões.

“Atualmente o mercado global de celulose passa por um momento positivo, na onda da recuperação econômica dos Estados Unidos e Europa. Segundo a projeção de diferentes economistas, o ciclo do aumento de preços deve durar até 2019, uma vez que o crescimento da demanda é linear, enquanto a oferta não acompanha o mesmo ritmo. Essa constatação tem movimentado bastante o mercado brasileiro. Neste ano tivemos duas importantes notícias no segmento: a aquisição da Fibria pela Suzano e da Lwarcell pelo grupo Royal Golden Eagle (RGE), dono da April. Assim, neste e no próximo ano as exportações de celulose deverão se manter em crescimento”, analisou Ezequiel Resende.

Comente com Facebook

Comentários