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“Estamos ainda mais ávidos por excelência operacional”, diz novo presidente da Veracel

De acordo com Caio Zanardo, a companhia deve se tornar ainda mais digital e eficiente nos próximos anos

O novo diretor-presidente da Veracel Celulose, Caio Zanardo, afirmou, em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada na última semana, que a companhia deve se tornar ainda mais digital e eficiente nos próximos anos. Para alcançar mais eficiência operacional, o executivo aposta no uso da inteligência artificial.

“A empresa já tem um patamar muito bom de eficiência, o que é positivo e traz ainda mais desafios”, disse. De acordo com Zanardo, a proposta da companhia é aumentar os ganhos na integração entre floresta e indústria, por meio da ampliação do uso de tecnologias de indústria 4.0 e de inovação florestal. “Estamos ainda mais ávidos por excelência operacional”, ressaltou.

Caio, que iniciou sua gestão em 1º de fevereiro deste ano, tem, entre seus desafios, manter e aprimorar indicadores já positivos, tais como a reciclagem de praticamente 100% dos resíduos gerados na produção, uma taxa de excelência operacional que atinge 92,2% e um consumo de água em 22,2 m³ por tonelada fabricada, o menor nível da história da organização.

Zanardo salienta que, no curto prazo, o intuito é ampliar o olhar florestal sobre a operação. A unidade possui área total de 202,2 mil hectares, 89,7 mil hectares de florestas cultivadas e 101,3 mil hectares de preservação.

 

Com relação à operação na fábrica, ele ressalta que há oportunidades de melhorias em algumas etapas do processo, como o cozimento de madeira e o aumento da exportação de energia cogerada pela unidade para o sistema nacional. Em 2020, foram exportados 89.352 MWh (megawatt-hora), que correspondem ao consumo de uma cidade com quase 179 mil habitantes. Ambas as frentes ocasionariam em ganhos de custo de produção.

A produção de celulose da Veracel é transportada por barcaças ao Terminal Marítimo de Belmonte (TMB-BA) até o Portocel, no Espírito Santo. De lá, segue para os mercados de destino, diminuindo o tráfego nas entradas e a emissão de CO2. No ano de 2019, foi definida uma nova rota para as barcaças, menor que a anterior, minimizando também os riscos de eventual colisão com as baleias jubarte, ainda nunca tenha havido ocorrência do gênero.

Caio Zanardo é graduado em Engenharia Florestal pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e cursou Advanced Strategy Management, no International Institute for Management Development (IMD) Business School, em Lausanne, na Suíça. Ele iniciou sua trajetória profissional como trainee na Votorantim e assumiu diversas posições de liderança na Fibria e Suzano S.A.

Fonte
Valor EconômicoBahia Dia a Dia
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