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Esperamos ter mais crescimento de volume no Brasil no segundo semestre, diz CEO global da Kimberly-Clark

Kimberly-Clark

Como muitos altos executivos, Thomas Falk, CEO global da americana Kimberly Clark, tem uma agenda cheia. Isso não significa que seu dia seja feito apenas de reuniões – pode incluir uma visita a um pequeno comércio ou à casa de quem compra uma das marcas da multinacional, como a fralda Huggies ou os lenços Kleenex. Na estratégia da companhia centenária, entender as escolhas do consumidor é tão importante quanto os cenários político ou econômico dos mercados em que atua.

“O Reino Unido decidiu deixar a União Europeia, a Turquia passou pela tentativa de um golpe, a disputa eleitoral nos Estados Unidos tem um candidato com ideias malucas. Não é apenas a recessão no Brasil que nos preocupa. Muitas coisas estão acontecendo no mundo, mas conduzimos [a companhia] em meio a tudo isso e estamos encontrando as saídas”, afirma Falk, que no ano passado comandou negócios de US$ 18 bilhões no mundo.

Diante de tantas incertezas políticas em várias partes do mundo, Falk repete uma máxima que ouviu anos atrás: “Mães precisam de fraldas, papel higiênico e lenços umedecidos não importa o que aconteça na economia.”

Falk, CEO da Kimberly Clark: "Esperamos crescer mais no Brasil no 2º semestre"

Falk, CEO da Kimberly Clark: “Esperamos crescer mais no Brasil no 2º semestre”

Veterano com 23 anos de experiência na Kimberly Clark, o executivo de 57 anos ocupa o cargo de CEO desde 2002. Em entrevista ao site Valor Econômico, na semana passada, Falk ficou dois dias no Brasil antes de ir à Argentina. Ele veio ao país se inteirar de como a subsidiária brasileira, comandada pelo colombiano Sergio Cruz, presidente desde janeiro de 2014, está conduzindo o negócio em meio à recessão.

Apesar do cenário macroeconômico ruim, os negócios vão bem. A operação no Brasil cresce em um ritmo de dois dígitos há 14 anos, segundo a companhia. A expectativa é manter crescimento semelhante em 2016. A empresa já é líder no Brasil nos mercados de papel higiênico (Neve), lenço de papel (Kleenex) e absorvente feminino externo (Intimus). No ano passado, conquistou a liderança no segmento de absorvente feminino interno.

No mês passado, ao comentar os resultados de março a junho, Falk considerou que o segundo semestre tende a permanecer desafiador no mercado brasileiro, mas que a partir de 2017 seria possível enxergar um ambiente um pouco melhor.

“Esperamos ter mais crescimento de volume no Brasil no segundo semestre e, em termos de posição de mercado, ganhamos participação em cuidado feminino. Perdemos 0,5 ponto percentual em fraldas, mas esperamos fechar essa diferença na segunda metade do ano”, afirma Falk. A principal concorrente é a Procter & Gamble, que lidera o mercado de fraldas com a marca Pampers.

O Brasil já é o terceiro país mais importante para a Kimberly Klark no mundo. “Estamos aqui há vinte anos, mas parece que acabamos de começar”, afirma o CEO, referindo-se aos planos de longo prazo. “O negócio de fraldas vai bem: estamos iniciando a entrada no mercado geriátrico e crescendo na categoria infantil.”

A empresa inaugurou um centro de inovação no Brasil em abril, após investimentos de US$ 10 milhões em tecnologia e espaço físico em São Paulo. O centro foi transferido da Colômbia para cá pela importância estratégia do país para os negócios e também porque, pelo fato de a população brasileira ser mais numerosa, ter se tornado referência em tendências e inovação.

São apenas mais outros dois centros de inovação no mundo, um nos Estados Unidos e outro na Coreia do Sul. Em maio a unidade brasileira recebeu a primeira experiência de inovação aberta ao chamar estudantes, cientistas e consumidores para trocar ideias sobre lenços umedecidos. “Um olhar novo abre muitos novos caminhos para os cientistas”, diz o CEO.

A empresa tem buscado o equilíbrio entre o lançamento de produtos e a simplificação de itens no portfólio. “Às vezes estamos corretos, às vezes exageramos e temos que diminuir. Porém, o mais importante é não parar a inovação”, diz Falk.

“Tentamos pensar o que vai fazer com que uma mãe encontre facilmente o produto que ela precisa, no melhor preço, a um custo competitivo”, diz Elane Stock, presidente da K-C International, divisão que responde pelos negócios da companhia fora dos Estados Unidos, Canadá e México.

Valor Econômico