
Outros investimentos do grupo em Mato Grosso do Sul podem ficar comprometidos

Os escândalos envolvendo o grupo JBS, que possui um conglomerado de investimentos, entre eles a Eldorado Brasil, em Três Lagoas, pode enterrar de vez o projeto de expansão da fábrica de celulose, que já teve o início da operação da segunda unidade adiado para 2020. Além disso, pode comprometer outros investimentos do grupo, que possui unidades frigoríficas no Estado.
Apesar da empresa alegar que mantém o projeto de ampliação e da fábrica atual estar dando resultados positivos, até agora a companhia não conseguiu os recursos necessários para a construção da segunda linha de celulose, que estava prevista para entrar em operação em 2018, depois em 2019, agora, 2020.
O novo escândalo envolvendo os empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, que fizeram delações premiadas, pode dificultar ainda mais a Eldorado obter linhas de créditos para financiar a construção da segunda linha. A Eldorado é alvo de quatro investigações da Polícia Federal: Sépsis, Greenfield e Cui Bono- as três investigam possíveis fraudes em fundos de pensão de estatais- e também da Lama Asfáltica, essa desencadeada na semana passada em Mato Grosso do Sul. A sede da empresa em Três Lagoas, inclusive, foi alvo de busca e apreensão de documentos.
Segundo a Polícia Federal, a Eldorado Brasil e JBS, foram acusadas de pagar durante um ano propinas no valor aproximado de R$ 10 milhões em troca de incentivos fiscais concedidos pela antiga gestão estadual.
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