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Empresa australiana cria o primeiro serviço de entrega on-line de papel higiênico

Sucesso mundial, a Who Gives a Crap já comercializa seus produtos para cerca de 40 países

Em 2009, Simon Griffiths teve a ideia de criar um serviço on-line de papel higiênico, mas foi necessária uma ação de crowdfunding, em 2012, para que o negócio decolasse.

Tal ação aconteceu de maneira inusitada: o fundador e presidente-executivo da empresa sentou-se em um banheiro e se recusou a se mover até que houvesse encomendas suficientes para iniciar a produção.

“Percebemos que estávamos financiando coletivamente (crowdfunding), provavelmente o produto mais chato de todos os tempos na história do financiamento coletivo”, ele disse. “Precisávamos fazer algo diferente para chamar a atenção das pessoas. Eu concordei em me sentar em um vaso sanitário, ao vivo, até que vendêssemos os primeiros $ 50.000 do produto. Isso levou 50 horas, que jamais se repetirão na minha vida, mas nos tornou virais”, disse Griffiths à NCA NewsWire.

A Who Gives A Crap não é como qualquer outro negócio comum de papel higiênico. Os rolos da marca são feitos de papel higiênico supermacio 100% reciclado, e 50% dos lucros são destinados à construção de banheiros em países em desenvolvimento ao redor do mundo.

Além das embalagens alegres e coloridas, outro diferencial é o tom bem-humorado com o qual a empresa conversa com o seu público. Contrastando com as demais marcas do mercado, que evitam abordar a real finalidade do papel higiênico, a Who Gives a Crap utiliza um produto corriqueiro para envolver as pessoas em uma conversa divertida e envolvente, o que provou ser uma vantagem competitiva.

“Todas as outras marcas existentes estavam falando sobre cachorros, travesseiros, penas, anjos – coisas que não têm nenhuma relação com o papel higiênico”, disse Griffiths.

Com a propagação da pandemia, as vendas de papel higiênico aumentaram exponencialmente e a Who Gives a Crap se destacou no mercado. No ano passado, o negócio atingiu o pico de vendas de 28 rolos por segundo e registrou um crescimento anual de 1000%.

Para continuar alcançando seus objetivos filantrópicos, a Who Gives a Crap precisava crescer “na escala da Kimberly Clark”, segundo Griffiths, enquanto a empresa planejava novos mercados e novos canais de vendas.

Mesmo com a pausa nas compras movidas por pânico que vieram com a pandemia, o futuro parece promissor para os negócios, dado o novo hábito de compras on-line, que ficou mais forte.

“Na verdade, comprar papel higiênico em supermercados não é tão conveniente, pois muitas vezes você compra embalagens grandes que ocupam metade do seu carrinho de compras e, se você não está dirigindo, tem que carregá-lo para casa andando com ele debaixo do braço”, disse Griffiths. “Portanto, é um produto que faz sentido entregar”, completou.

A empresa também pensou no momento que o consumidor normalmente se lembra de comprar papel higiênico: quando ele acaba. Assim, a empresa coloca “rolos de emergência” na cor vermelha no fundo das caixas como lembrete de que é o momento de fazer um novo pedido.

Outro diferencial é o serviço de assinaturas: “Estabelecemos um serviço de assinatura para que possamos trabalhar com sua família para descobrir como é seu uso exclusivo e enviar-lhe uma caixa um pouco antes do fim, para que você nunca tenha que pensar em comprar papel higiênico novamente”.

Atualmente, a Who Gives a Crap já comercializa seus produtos para cerca de 40 países.

Fonte
Daily MailNews.com.au
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