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Embalagens econômicas voltam para os carrinhos dos consumidores

“O valor final da compra vai sair mais alto, mas o valor unitário é menor…”

Patrícia Santiago comprou produtos que duram desde outubro (Foto: Daniela Nogueira)

Patrícia Santiago comprou produtos que duram desde outubro (Foto: Daniela Nogueira)

A crise financeira está mudando o comportamento dos consumidores brasileiros, que estão voltando a estocar produtos, a exemplo do que aconteceu entre o final da década de 1980 e o início da de 1990. Na época, sob o Governo de José Sarney, a inflação alcançou 1.764,86% ao ano. Prova dessa mudança atual é que a venda de produtos em embalagens econômicas cresceu 60% em 2015, se comparado a 2014, segundo um estudo realizado pela consultoria Nielsen.

As embalagens econômicas são aquelas maiores, nas quais o consumidor desembolsa um valor maior num primeiro momento, mas o item sai por um preço unitário menor. Elas são encontradas com mais facilidade em lojas de atacado ou nos atacarejos. O aumento percebido pela pesquisa aconteceu em produtos variados.

Esse comportamento foi verificado em uma unidade de atacarejo, na cidade de Uberlândia, Minas Gerais. “A gente já tinha uma venda grande de produtos nesses moldes para pequenos comerciantes. Mas percebemos uma migração do público em geral para essas embalagens de 3 anos para cá e uma intensificação maior no ano passado”, afirmou o diretor comercial da rede, Filipe Martins. Segundo o diretor, o aumento ocorreu em todas as categorias. Porém foi maior no setor de higiene pessoal e limpeza e menor no de alimentos.

“Acredito que seja por questões de armazenamento. A maioria dos alimentos necessita ficar na geladeira e as embalagens maiores podem dificultar isso. A venda de alimentos em embalagens econômicas acontece mais em períodos sazonais, como Natal e Páscoa, por serem épocas em que se cozinha mais e para mais pessoas”, disse Martins.

Em outra rede de atacarejo na cidade, esse aumento também é realidade. “Está acontecendo de 2 anos e meio para cá e teve maior intensidade no ano passado. Acredito que seja uma tendência que deve perdurar até 2018 por conta da economia brasileira”, afirmou o gerente de marketing da rede, Nélson Júnior.

Segundo o economista André Luiz de Queiroz, esse é um comportamento normal do consumidor em época de crise. “O valor final da compra vai sair mais alto, mas o valor unitário é menor. Se você compra em pequenas quantidades, para a compra final ficar menor, quando for reabastecer, o preço já subiu. Então, acaba compensando a médio prazo, porque você mantém um estoque por mais tempo por um valor melhor”, afirmou Queiroz.

É com esse pensamento que a educadora infantil Patrícia Santiago, de 36 anos, compra alguns produtos em maior volume, como papel higiênico, detergente, sabão em pó, amaciante e iogurte. “Sempre olho o preço e levo o que compensa mais, que acaba sendo os maiores. Em outubro, por exemplo, comprei um galão de 5 litros de detergente que está durando até hoje. Só vou precisar comprar outro daqui a dois ou três meses”, disse a educadora.

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