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Em 9 anos, Kimberly aparece oito vezes no top 3 das melhores empresas para trabalhar

A lista das melhores empresas para trabalhar do Great Place to Work (GPTW) está completando 20 anos. Nessas duas décadas da pesquisa, fica evidente que a relação das empresas com seus empregados mudou profundamente.

Great Place to Work completa 20 anos.

Great Place to Work completa 20 anos.

A maioria dos funcionários já não valoriza a estabilidade no emprego acima de tudo, como no passado. Prefere estar numa organização que ofereça maiores chances de aprendizado, oportunidades de crescimento na carreira e equilíbrio maior entre trabalho e vida pessoal. Se antes os empregados se limitavam a obedecer às ordens dos chefes, agora participam de decisões importantes e dão ideias e sugestões que podem transformar produtos, serviços e negócios.

Em 1997, temas como sustentabilidade, responsabilidade social e diversidade no ambiente de trabalho eram pouco discutidos. Agora, as iniciativas das empresas nessas áreas inspiram mudanças e debates saudáveis. Há 20 anos a internet engatinhava e as redes sociais não existiam. A tecnologia apagou muitas fronteiras, transformou o mundo corporativo e a forma como as pessoas trabalham e se relacionam.

Para que um funcionário se sinta motivado, comprometido e satisfeito, os coordenadores de toda organização têm de rever conceitos, modos de administrar e até crenças pessoais. Têm de cuidar melhor das pessoas e de suas aspirações. “Os presidentes das organizações entenderam que a empresa alcança os resultados por meio das pessoas, e não apesar delas”, diz Ruy Shiozawa, presidente do GPTW no Brasil.

Alfredo Assumpção, headhunter e fundador do Fesap Group, aponta a chegada de um grande número de multinacionais ao país nos últimos 20 anos como o principal fator responsável pela mudança na gestão das empresas brasileiras. “Essas companhias trouxeram para o país a mesma política de pessoas adotada pela matriz”, afirma. “Com isso, a forma de tratar os talentos se modernizou e o executivo no topo da organização passou a atuar também como homem de RH.”

Ao longo dos 20 anos de pesquisa, algumas empresas se destacam por apresentar desempenhos excepcionais, que mostram compromisso de longo prazo com a melhora contínua do ambiente de trabalho.

O desempenho da multinacional americana Kimberly-Clark, chama a atenção. Nos últimos nove anos, aparece oito vezes entre as três primeiras colocadas. Em três delas – 2010, 2012 e 2013 – ficou com o 2º lugar. Nenhuma outra participante conseguiu esse desempenho. O que a Kimberly-Clark tem de tão especial para que seus funcionários a reconheçam seguidamente como um excelente lugar para trabalhar? “Temos programas consistentes, especialmente aqueles voltados para o desenvolvimento de talentos”, afirma o CEO Sergio Cruz. Ele está há 11 anos na empresa, dois deles na subsidiária brasileira.

Cruz explica que não foi fácil alcançar esse ótimo desempenho na pesquisa. A primeira tentativa para entrar na lista foi em 2003 e não deu certo. “O resultado foi desastroso”, diz o executivo. “A partir daí começamos a mudar. A empresa se tornou mais dinâmica, e os funcionários passaram a ter liberdade para falar e manifestar suas opiniões. Começamos a reconhecer publicamente a contribuição de cada profissional para o sucesso dos negócios e formamos uma relação de confiança entre todos.”

O clima interno melhorou, e cinco anos depois veio a primeira classificação no GPTW. A Kimberly-Clark tem cerca de 5 mil funcionários. Um dos objetivos da empresa é que 60% das vagas abertas a cada ano sejam ocupadas por pessoas da própria equipe por meio de promoções e do recrutamento interno.

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