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Eldorado projeta crescimento nas operações no Porto de Santos em 2020

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Empresa planeja disputar licitação de novos terminais no cais santista

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Com a expectativa de crescimento nas operações a partir do segundo trimestre do ano, a Eldorado Brasil segue otimista em relação a 2020. A empresa prevê, além do aumento de movimentação de cargas, concorrer ao arrendamento de, pelo menos, uma área voltada aos embarques de celulose no Porto de Santos.

O Governo Federal indica a implantação de dois terminais de celulose no cais santista: um no Macuco e outro na Ponta da Praia, em áreas anteriormente ocupadas pelo Grupo Libra.

O projeto prenuncia um acesso ferroviário para as cargas. Mas a questão é vista com preocupação pelo setor, pois há o risco de que obras não sejam concluídas até o início das operações.

É o que aponta o gerente-geral de logística da Eldorado Brasil Celulose, Flávio da Rocha Costa. “A expectativa é muito boa. A gente participou da audiência pública, fizemos sugestões para a montagem do edital. Esperamos que ele saia entre janeiro, no máximo em fevereiro. E a partir do momento que tivermos o edital, vamos analisar as condições. O que a gente não pode é ter risco jurídico de construir o terminal, montar o terminal e não ter condições de operá-lo, que seria através da utilização das ferrovias”.

A previsão é de que os leilões aconteçam em abril e as operações sejam iniciadas apenas em 2022. Até lá, o arrendatário vencedor deve garantir licenças para a realização de obras, além da compra de equipamentos.

O gerente-geral da Eldorado aponta que cada um dos novos terminais terá quase quatro vezes o tamanho da instalação operada pela empresa hoje no cais santista. Além disso, terão acesso aos berços e, com isso, não serão impactados pelo trânsito de veículos e trens.

Segundo Costa, Santos responde por 75% das exportações de celulose da Eldorado. Mas esse percentual já foi maior. Além do cais santista, a empresa opera em portos como Navegantes (SC), Paranaguá (PR), Itapoá (SC) e São Francisco do Sul (SC) que, segundo o executivo, apresentam maiores atrativos.

“Em 2019, a gente teve uma boa oferta dos armadores de contêineres para a região Sul e ela oferece um menor custo quando se trata de operação de contêineres, estufagem, e também no breakbulk [carga geral solta]. Hoje a gente tem uma operação de breakbulk em São Francisco do Sul, onde fazemos toda a nossa operação para os Estados Unidos”, explica o executivo.

Segundo ele, metade da produção é escoada em caixas metálicas, com cerca de 26 toneladas, o equivalente a cerca de 12 fardos de celulose. Já o restante é carregado diretamente nos porões das embarcações.

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Mão de obra

O gerente da Eldorado aponta a necessidade de treinamento de mão de obra para a modernização das operações. Neste contexto, ele destaca planos de parcerias com sindicatos de trabalhadores. E refuta a tese de que operações com celulose empregam pouco. “Hoje, a celulose utiliza em torno de quase 20 pessoas em um terno de seis horas. Quando você vai para o contêiner, é a metade disso”, afirma.

Flávio também destaca que tem conversado com sindicatos sobre a modernização das atividades. “ Não pensamos em ficar com essa operação braçal que estamos operando. Temos a intenção de ter uma evolução, de fazer algumas operações automatizadas e a gente vem debatendo com sindicatos como a gente está preparando essa equipe, os avulsos que estão na operação e os cadastrados no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), como eles estão se preparando para o futuro?”, questiona.

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