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Depois de ocupação do RH da Aracruz, trabalhadores têm promessa de reunião

Expectativa é que a empresa envie ofício aos sindicatos dos trabalhadores ainda nesta segunda-feira (27) convocando para reunião na quarta-feira (29)

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Após a ocupação do departamento de Recursos Humanos (RH) da Aracruz Celulose (atual Fibria), os representantes dos sindicatos dos trabalhadores receberam a sinalização de que uma reunião para discutir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) pode ser realizada na quarta-feira (29). Na sexta-feira (24), representantes do Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Papeleiros do Estado (Sinticel); do Sindicato dos Trabalhadores na Silvicultura, Plantio, Extração e Beneficiamento de Madeira no Extremo Sul da Bahia (Sintrexbem); e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Madeira de Aracruz (Sintiema) ocuparam o RH da empresa e só saíram após as 21 horas, quando a empresa sinalizou proposta.

Entre esta segunda-feira (27) e quarta-feira, a empresa se comprometeu em contatar a sede, em São Paulo, para discutir com a direção da empresa as reivindicações dos trabalhadores.

As entidades estão em negociação com a Fibria desde outubro de 2013, buscando uma proposta de acordo coletivo que contemple os trabalhadores, a exemplo do que aconteceu em outras plantas industriais da empresa em Jacareí, em São Paulo; e em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Nestas plantas a Fibria negociou benefícios e garantias superiores às oferecidas aos trabalhadores capixabas.

Desde 2009, quando o grupo Votorantin assumiu o controle da Aracruz e fundou a Fibria, esta é a primeira vez que três sindicatos se unem para reivindicar melhorias em salários e benefícios.

O Sinticel vem denunciando desde que a empresa mudou de mãos que os trabalhadores entraram em um processo de empobrecimento por conta do achatamento dos benefícios e até mesmo pela supressão de alguns deles.

A proposta da empresa é de 6,8% de reajuste salarial na data base (Novembro/ 2013) para todos os empregados. Esse percentual contempla a inflação do período de 5,58% e mais 1,15% de ganho real; abono salarial de R$ 1 mil; e cesta básica de R$ 200. Os trabalhadores reivindicam aumento real de 10%, incluindo a reposição de perdas salariais; pagamento de horas extras de 100% em cima da hora normal e de 150% aos domingos, feriados e folgas; pagamento de um salário-base do empregado substituído após um dia de substituição; estabilidade de um ano para o trabalhador que estiver com a esposa em gestação, findando a estabilidade quando a criança completar três meses de idade; adicional noturno de 50% do valor da hora nominal para trabalho entre 22 horas e 8 horas; e piso salarial de R$ 1,5 mil.

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