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Com projetos internacionais de grande porte, indústria de celulose dá exemplo de planejamento durante a pandemia

Setor de base florestal deverá receber R$ 35 bilhões em investimentos até 2023, e os fabricantes de equipamentos e sistemas se desdobram para atender cronograma

Mesmo com os impasses gerados pela pandemia em todo o mundo, a indústria de base florestal brasileira tem mostrado que está preparada para suprir a alta demanda produtiva. De acordo com números levantados pela Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), o segmento deverá movimentar R$ 35 bilhões em investimentos nos próximos dois anos. Como atividade essencial durante a crise sanitária, o setor prosseguiu com seu cronograma de projetos e prevê o lançamento de obras importantes em nível mundial a médio e longo prazo – com o Brasil como protagonista.

A companhia finlandesa Valmet, líder global no fornecimento de tecnologias de automação e serviços para os segmentos de celulose, papel e energia, tem sido destaque nesse cenário. Presente nos maiores projetos da indústria no Brasil e na América do Sul, a empresa precisou lidar com a alta complexidade dos projetos em termos de fornecimento de soluções, engenharia de projetos e abastecimento de materiais.

“Todas as grandes obras, como a nova fábrica da LD Celulose, o Projeto Star da Bracell e o Projeto Puma II da Klabin começaram antes da pandemia, e, normalmente, já exigem um bom planejamento, bem como uma interação forte com todas as partes envolvidas. Em tempos de Covid-19, então, essa preocupação é ainda maior, pois são iniciativas globais, e que envolvem equipamentos e componentes de diversos países, como China, Finlândia e Suécia, sendo que cada um deles tem vivido uma realidade diferente em termos de possibilidade logística e protocolos. Mesmo assim, a Valmet teve sucesso em contornar todas essas adversidades devido ao planejamento inicial bem realizado e uma forte preparação das equipes de engenharia, projetos e suprimentos. Além dos desafios adicionados pela pandemia, o investimento robusto em planejamento se mostrou ainda mais necessário devido a rotineira preocupação da empresa com os padrões de segurança de todos e com a continuidade das atividades e atendimento ao cliente”, explica o diretor de projetos da Valmet, Francisco Gervasoni.

De acordo com a visão da Valmet, a flexibilidade nos acordos e a procura por soluções de forma conjunta entre fornecedor e cliente foram os grandes diferenciais para que as operações não fossem interrompidas, mesmo com os atrasos de entregas de peças e insumos, que atravessam o globo até chegar ao destino final. “Esse é um grande ponto a nosso favor: a busca por soluções e não por culpados, de forma ágil e assertiva. Em média, grandes empresas do setor de celulose têm a capacidade de produzir de 5 mil a 7 mil toneladas por dia, ou seja, o atraso de um dia nas atividades pode representar uma perda nos lucros entre R$ 1 e 2 milhões de dólares. Por esse motivo, realizamos a integração e cooperação entre todas as equipes, seja no ramo de tecnologia, engenharia, administrativo ou de recursos humanos”, afirma o diretor de negócios de Celulose e Energia da Valmet na América do Sul, Fernando Scucuglia.

LOGÍSTICA ESPECIAL

Exemplo dos desafios enfrentados pelo setor no período, entre os meses de agosto de 2020 e fevereiro de 2021, a Valmet realizou uma grande operação logística que transportou 500 cargas especiais do Porto de Paranaguá, no litoral paranaense, até a fábrica da Bracell, em Lençóis Paulista (SP), num total de 600 quilômetros.

Diversas medidas foram tomadas pela equipe de logística da empresa, pois o transporte de equipamentos de grandes proporções precisa de autorização especial de diversos órgãos, como a Polícia Rodoviária Federal. Durante os seis meses de operação, as centenas de peças viajaram por mais de 600 quilômetros, entre as BRs 277, 116 e 476, e chegaram ao destino sem comprometer o cronograma das obras.

Fonte
Valmet
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