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Com o objetivo de revitalizar a cultura indígena, Fibria realiza o projeto Jogando e Aprendendo Ofaié

DA REDAÇÃO

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A Fibria, em parceria com o Instituto Votorantim, realizou na última quarta-feira (27), na Aldeia Enodi, em Brasilândia, a inauguração do campo de futebol society e o lançamento da cartilha que fazem parte do projeto Jogando e Aprendendo Ofaié.

Com 120 moradores, entre Ofaié e Kaiowá, apenas nove pessoas na aldeia falam a língua nativa e o objetivo do projeto, é proporcionar a revitalização da cultura e da língua-mãe da comunidade por meio do esporte. “O projeto vem ao encontro do anseio do povo Ofaié e por meio da elaboração de uma cartilha, feita pelos próprios indígenas, sobre as práticas do futebol escritas em Ofaié, irá resgatar língua-mãe deste povo”, explica o gerente de sustentabilidade, Fausto Camargo.

O projeto é coordenado pela Associação Hankrägani de Produtores Ofaié, e os moradores receberão aulas da língua Ofaié dos moradores mais velhos, que ainda utilizam o dialeto para se comunicar. “Esse projeto só foi possível porque contamos com a união da nossa comunidade e é muito importante resgatar a nossa cultura e a nossa história, eu não falo Ofaié, mas irei aprender. Eu vejo essa iniciativa como uma vitória e agora iremos batalhar para aprovar outros projetos que possam trazer mais benefícios e desenvolvimento para a nossa aldeia”, disse o vice-cacique Juraci da Silva.

Os atletas, que receberão as aulas de futebol, já escolheram um nome para o time, “Xeheki Agaxäfwatae”, que quer dizer Os Guerreiros. Antes da inauguração do campo, os atletas, que são treinados pelo técnico Everaldo Vieira da Silva, popular Fogoió, recebiam aulas de futebol no ginásio municipal de esportes de Brasilândia e agora, poderão treinar dentro da aldeia. “Eu conhecia os Ofaié há mais de 20 anos, mas só agora eu tive a oportunidade de saber mais sobre a cultura e os costumes deles. Quando fui convidado para treinar o time, vi como um desafio e hoje, ver o comprometimento deles em praticar o esporte é muito gratificante”.

Segundo o pesquisador e presidente do Instituto Cisalpina, Carlos Alberto Dutra, o povo Ofaié foi dado como extinto em 1970, mas os poucos indígenas que restaram da tribo conseguiram manter viva a cultura do povo e fortalecer esse resgate é muito importante. “Eles ansiavam por uma oportunidade que pudesse valorizar a cultura e os costumes dos Ofaié, mas muitos nem acreditavam que seria possível essa parceria e é por isso que hoje eles falam que é um sonho realizado. Só temos a agradecer essa parceria que irá auxiliar para que uma cultura tão rica como a deste povo não se perca no tempo”.

 

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