NotíciasPersonal Care

CEO da P&G Brasil quer colocar operação da companhia entre as três principais do mundo

De acordo com Juliana Azevedo, a companhia cresceu 50% no país durante os quatro anos em que está no comando

A atual presidente da P&G no Brasil, Juliana Azevedo, entrou na empresa em 1996, aos 21 anos, como estagiária na área de marketing. Hoje, comanda os 4 mil funcionários distribuídos em três fábricas, um escritório central em São Paulo e um Centro de Inovação na cidade de Louveira, no interior paulista.

Além disso, define os rumos da operação para venda de 1.378 SKUs (Stock Keeping Unit, sigla para cada unidade de produto) ativos no Brasil, espalhadas em mais de 20 marcas. “Nos últimos cinco anos, investimos R$ 2 bilhões para melhorar nossa tecnologia de manufatura, desenvolver nosso Centro de Inovação e, de fato, termos condições de crescer”, disse a executiva, de 46 anos à Isto É Dinheiro.

Mesmo em meio à crise, Juliana permanece focada em seu objetivo principal como CEO: colocar a P&G Brasil entre as três principais operações da companhia no mundo. Atualmente, está entre as dez maiores, apesar de o país ser o terceiro maior mercado em seu setor de atuação.

De acordo com dados do Euromonitor, a venda de produtos de higiene e beleza cresceu 4,7% em 2020 e a projeção é de aumento de 4,6% para este ano, com movimentação de R$ 128 bilhões. O crescimento do e-commerce no ano passado foi de 84,5%.

RECEITA

Segundo dados da consultoria Statista, a P&G Brasil faturou cerca de R$ 5 bilhões em 2018, ano em que Juliana Azevedo assumiu o comando. Sem comentar sobre valores locais, a executiva afirma que, nesses quase quatro anos de trabalho, a companhia cresceu 50% no país. “Temos de crescer todo trimestre. E assim tem sido”, afirmou. Globalmente, o grupo registrou receita de US$ 76,1 bilhões em 2021, ano fiscal encerrado em junho.

Para superar a imprevisibilidade causada pela situação econômica e pelos desarranjos políticos, a P&G Brasil tem usado como receita a governança forte. “O Brasil tem potencial grande. O desafio de quem está liderando é concretizar esse potencial. Tem de transformar o custo Brasil em vantagem competitiva, por mais paradoxal que isso possa parecer”, completou.

Um aliado importante nesse enfrentamento é o Centro de Inovação da P&G, inaugurado em 2019, um dos 13 da companhia no mundo e o único com toda a cadeia de desenvolvimento de produtos, planta industrial, centro de inovação e de distribuição no mesmo local. É dali que saem novos produtos.

A operação local também vai avançar em prestação de serviços. Está em fase de teste a entrega direta de produtos na casa dos consumidores, que demanda uma logística mais complexa, por meio de parceria. Também foi criada uma plataforma para a realização de chás de bebê virtuais – um tipo de iniciativa que gera valor agregado à marca.

“Podemos ser mais para o consumidor do que só uma pasta de dente, um absorvente, um amaciante, um desodorante. É uma fronteira importante do produto para uma experiência e um serviço. Estamos nessa jornada”, disse Juliana, que, em sua trajetória na P&G, já morou na Venezuela, no Panamá e nos Estados Unidos, e voltou a viver no bairro onde nasceu, no Jardim Europa, em São Paulo. Nas voltas que o mundo dá, a P&G, que preza pelos cuidados pessoais, tem sido bem cuidada pela estagiária que se transformou em CEO.

Fonte
Isto É
Mostrar mais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo