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CEO da Navigator descarta investimento no mercado de papel tissue

O grupo diz que há oportunidades para investir na celulose eucalipto e está avaliando o investimento em novos ativos de produção de energia a partir de biomassa. Já no tissue, entende que não conhece suficientemente bem o mercado global para fazer uma aquisição.

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Com a conclusão, dentro de poucos meses do investimento de cerca de 206 milhões nas fábricas de Cacia e Figueira da Foz, os planos da The Navigator Company passam agora pela avaliação de oportunidades de investimento nas áreas de celulose e produção de energia elétrica a partir da biomassa.

Fora do radar do grupo no curto prazo estão novas aquisições no segmento de tissue.

Na conferência telefônica com analistas para apresentação dos resultados do primeiro trimestre – em que obteve lucros de 53.2 milhões de euros, um aumento de 49.7% -, Diogo da Silveira, CEO da Navigator, admitiu que neste segmento poderão haver vários produtores não integrados “à venda”. No entanto, disse que o grupo considera que “não conhece suficiente bem o mercado global de tissue para embarcar numa aquisição”.

“No médio prazo pode acontecer. No curto prazo, mesmo reconhecendo que há oportunidades, não nos vemos utilizando essas oportunidades”, afirmou Diogo da Silveira.

Questionado sobre novos investimentos estratégicos no segmento de celulose, o CEO da Navigator afirmou acreditar que “haverá oportunidades para investirmos na celulose, principalmente na celulose de eucalipto” e “estaremos considerando oportunidades adicionais” para, pelo menos, responder aos constrangimentos neste negócio.

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Outro setor em que o grupo tem intenção de investir é na produção de energia elétrica a partir da biomassa, sendo já responsável por cerca de 52% da produção total do país a partir desta fonte renovável. No relatório e contas de 2017, a Navigator afirma que esta é “uma posição que a empresa se propõe reforçar, pelo que se encontra em avaliação o investimento em novos ativos”.

Além de ter em fase de conclusão os investimentos de Cácia e Figueira da Foz, e de ter reduzido o ritmo do projeto em Moçambique, o grupo decidiu no final de 2017 alienar por 135 milhões de dólares o negócio de “pellets” os EUA “após ter surgido uma oportunidade financeira atrativa para proceder ao desinvestimento”.

No primeiro trimestre deste ano, esta venda representou um encaixe de 67.6 milhões de euros, equivalente a 67% do valor da venda.

Os analistas, os responsáveis do grupo disseram que têm ainda a receber deste negócio 45 milhões de dólares, sendo que 2.5 milhões serão pagos anualmente nos próximos quatro anos, tendo o último pagamento, de 35 milhões de dólares, lugar no quinto ano.

Fonte: Press Reader / Jornal de Negócios

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