fbpx


Banner Incape Portal Tissue Online


Banner Animado Valfilm Portal Tissue Online

Celulose Notícias

Celulose Riograndense: A tradição supera as transformações

A Celulose Riograndense já foi controlada por vários acionistas até ser adquirida pelo grupo CMPC. Conheça a história da empresa contada no livro “100 marcas do Rio Grande”.

SLIDE_riograndense

Com uma trajetória marcada por transformações e trocas de comando, a Celulose Riograndense contou com o respeito à tradição e ao solo gaúcho para se consolidar como uma das marcas mais expressivas do Rio Grande do Sul na atualidade. Foram pelo menos quatro grandes mudanças desde sua inauguração oficial, em Guaíba, na região Metropolitana de Porto Alegre.

A empresa, que nasceu como Borregaard em 1972, chega aos dias de hoje como um negócio estratégico para a atuação global do grupo CMPC – Compañia Manufacturera de Papeles y Cartones. A Celulose Riograndense foi adquirida pelo grupo de origem chilena em 2009 em meio a uma oportunidade de mercado. Depois da crise que abalou estruturas mundo afora, a Aracruz – até então dona da operação – se viu envolta em grandes dificuldades financeiras. A solução foi fundir suas operações com a VCP – Votorantim Celulose e Papel. A reestruturação levou a nova empresa a vender o controle da planta de Guaíba para o grupo chileno. Sobre uma base bem sedimentada, nascia então a Celulose Riograndense, uma nova marca para um antigo e tradicional negócio. Apesar das transformações sofridas ao longo do tempo, a empresa manteve seus pilares de tradição, desenvolvimento econômico e consciência ambiental sempre em voga.

Um dos grandes desafios da indústria de transformação – principalmente a de base florestal – é maximizar a produção respeitando as diretrizes socioambientais. Nesse sentido, o desenvolvimento sustentável é parte integrante da história da Celulose Riograndense. Há mais de duas décadas – e por uma iniciativa pioneira do ecologista gaúcho José Lutzenberger –, a empresa viabiliza uma reciclagem com índices superiores a 99% dos resíduos sólidos gerados pelos processos. O reaproveitamento é feito, em sua maioria, através da atividade agrícola. A operação em Guaíba está consolidada, ainda, como uma das únicas plantas de celulose do mundo a operar um sistema de três etapas para o tratamento do efluente gerado pela fábrica antes da devolução da água ao estuário. A busca constante pelo pioneirismo em respeito ao meio ambiente, cabe ressaltar, jamais deixou de acompanhar o dia a dia das operações.

A Celulose Riograndense trabalha com a premissa básica da busca pelo conhecimento detalhado sobre os recursos naturais renováveis que utiliza, ou com os quais interage. Comprometida com o desenvolvimento sustentável e a biodiversidade, condicionantes para a sobrevivência do seu negócio, a empresa busca adequar suas atividades no sentido de minimizar ao máximo os impactos ambientais decorrentes das operações. Os plantios renováveis de eucalipto, por exemplo – única fonte de matéria-prima utilizada pela fábrica e intercalados com reservas nativas – são manejados de acordo com rigorosos princípios e critérios chancelados pelo selo FSC® – Forest Stewardship Council, instrumento voluntário de mercado que diferencia produtos da floresta obtidos a partir de princípios ambientais, sociais e econômicos aceitos mundialmente.

A estratégia adotada para ampliação dos benefícios florestais, associada a uma maior diversidade para o uso de suas áreas de plantio, inseriu a Celulose Riograndense no segmento de madeira para serrarias de 22 municípios do Rio Grande do Sul. Os plantios florestais da empresa, distribuídos em 39 municípios da Metade Sul do estado, passaram a ter um peso significativo no abastecimento de toras para 44 pequenas indústrias locais, beneficiando de forma indireta uma cadeia produtiva que gera empregos, renda e tributos para toda a região.
As ações sociais e de relacionamento fazem parte dos programas desenvolvidos pela Celulose Riograndense junto aos munici?pios da sua área de atuação – em especial em questões relacionadas a temas de saúde, educac?a?o, meio ambiente e geração de renda para a comunidade. Com o projeto Mel de Eucalipto, por exemplo, a empresa permite que apicultores licenciados ocupem algumas de suas propriedades para a colocação de colmeias. Como contrapartida, cerca de 8% da produção total de mel é destinada para instituições filantrópicas, em especial as APAEs (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Outra importante ação na área educacional é o Projeto Educação, com o qual a empresa destina anualmente 250 mil cadernos escolares e 1,5 milhão de folhas de papel para a rede pública de ensino – estadual e municipal – de 39 cidades gaúchas. Há, ainda, ações não relacionadas diretamente com a produção de celulose, como o Fábrica de Gaiteiros, que estimula a inclusão social de jovens através da gaita de oito baixos produzida a partir da madeira de eucalipto. Além disso, o Programa Educação para Saúde na Comunidade chama a atenção ao selecionar e apoiar projetos voltados à melhoria da qualidade de vida da população. Iniciativas simples e tocantes, mas que enriquecem ainda mais o leque de atributos associados à marca Celulose Riograndense.

Chilena e gaúcha
Atuar mantendo uma relação bastante próxima das comunidades é uma política que rege também o modelo de negócios da Celulose Riograndense. Em sua cadeia de negócios, a empresa prioriza fornecedores locais, desde que estejam no mesmo nível de competitividade que os fornecedores de outros estados e regiões. Para tanto, foi criado o programa Desenvolve RS, cuja essência busca desenvolver um novo processo de relacionamento a partir de um conceito aplicado pelos grandes projetos: o de criar melhores condições de aproximação entre empresas e empreendedores. Esse foco no desenvolvimento local deu origem ao Balcão de Negócios, uma iniciativa pioneira que oferece inúmeras oportunidades para diferentes tipos de fornecedores envolvidos (ou não) com as operações da Celulose Riograndense. Marco na indústria gaúcha, a ação conta com o apoio das principais entidades de classe brasileiras presentes no Rio Grande do Sul – tais como a Abimaq, a Abinee e o Sinduscon/RS. Foi exatamente a partir desse conceito que teve origem o Desenvolve RS, uma verdadeira união de empresas, sindicatos e demais entidades interessadas em contribuir ativamente para o desenvolvimento do estado.

Qualificação e superinvestimento
A qualificação profissional também é o foco de um projeto desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul. A iniciativa tem como objetivo habilitar e disponibilizar mão de obra para a indústria através do investimento no
Pronatec, um programa do governo federal que custeia cursos profissionalizantes de acordo com a demanda de cada região. Neste caso, além de fazer investimentos diretos, a Celulose Riograndense contribui com a divulgação, com o auxílio para infraestrutura das salas de aula e com o fornecimento de material didático para formação de profissionais como eletricistas, pintores, mecânicos e demais atividades atreladas ao desenvolvimento industrial de toda a região.

Até 2015, a Celulose Riograndense irá colocar em operação o maior investimento privado já feito em toda história do Rio Grande do Sul, no valor de R$ 5 bilhões. Trata-se da nova linha de produção de celulose da planta industrial de Guaíba, expandindo para 1,8 milhão de toneladas a capacidade atual da fábrica. Somente no canteiro de obras, o projeto deverá empregar cerca de 8 mil trabalhadores diretos e outros 18 mil indiretos, beneficiando uma importante cadeia produtiva do estado. Ações locais como estas reforçam – e muito – o valor e os atributos da marca Celulose Riograndense entre a comunidade gaúcha. Uma nova marca, mas já respeitada e admirada como poucas.

amanha.com.br