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Celulose puxa exportações do Paraná

Início da operação da fábrica da Klabin em Ortigueira fez aumentar em mais de 200 vezes a receita de exportações de celulose no Paraná.

Foto: Painel Florestal

Foto: Painel Florestal

Os embarques de celulose, automóveis e caminhões puxaram as exportações do Paraná de janeiro a setembro. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostram que as vendas externas de celulose deram um salto com o início das operações da nova fábrica da Klabin em Ortigueira, nos Campos Gerais.

A receita de exportações de celulose pelo Paraná aumentou mais de 200 vezes, passando de US$ 949,9 mil de janeiro a setembro do ano passado, para US$196,7 milhões no mesmo período desse ano. O principal destino é a China, que respondeu por US$ 153 milhões desse total.

Com isso, a celulose já é o terceiro produto mais exportado pelo Estado para a China, atrás apenas de grãos e carne de frango in natura, de acordo com o economista Francisco José Gouveia de Castro, diretor de estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

Até esse ano, o Paraná não tinha tradição na exportação de celulose. A fábrica de Ortigueira entrou em operação em março e tem capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose. O investimento privado, de R$ 8,5 bilhões, é considerado o maior da história do Paraná e consolida o novo ciclo de expansão industrial nos Campos Gerais.

arede.info