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Celulose exportada pelo Porto de Paranaguá cresce 26% em 2021

No primeiro bimestre deste ano, 2.414 vagões com 154.464 toneladas de celulose foram transportados para o terminal, localizado no Paraná

No primeiro bimestre deste ano, 2.414 vagões com 154.464 toneladas de celulose foram transportados para o Porto de Paranaguá, no Paraná; em 2020, 1.918 vagões carregados com 122.752 toneladas do produto chegaram ao local. Os números mostram que o volume de celulose que chegou por ferrovia para ser descarregada no terminal portuário cresceu 26%.

“A participação da modalidade ferroviária no transporte de cargas até os portos paranaenses é crescente em todos os segmentos, não só na carga geral. Aumentar ainda mais o volume de descarga de produtos dos vagões é um dos nossos principais objetivos”, afirma o diretor-superintendente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Conforme destacou Garcia, toda a comunidade portuária, assim como o governo do estado, está comprometida com diversos projetos e investimentos para atingir esse objetivo.

CELULOSE É PRODUZIDA PELA UNIDADE PUMA

A celulose que é exportada pelo Porto de Paranaguá é produzida na Unidade Puma da Klabin, no município de Ortigueira, na região dos Campos Gerais.

No primeiro bimestre do ano, foram exportadas 137 mil toneladas de celulose pelo Porto de Paranaguá. Vale ressaltar que 104 mil toneladas correspondem à carga fracionada (76%) e 33 mil toneladas foram exportadas em contêineres (34%). Europa e Ásia são os principais destinos do produto.

Segundo Sandro Ávila, diretor de Planejamento Operacional, Logística e Abastecimento da Klabin, no volume total de produtos exportados por Paranaguá, o modal ferroviário representa 73%. “Porém, 90% da celulose enfardada era transportada para Paranaguá por ferrovia. Por esse motivo, muitas são as variáveis ​​da operação que determinam o uso de modais, por isso, é difícil apontar um único motivo para esse aumento. Podemos dizer que o principal guia é a programação dos navios, por meio de cargas fracionadas ou contêineres, a partir dos quais planejamos as cargas e os modais”, explica Ávila.

NOVO TERMINAL DA KLABIN

Enquanto isso, a expectativa com relação à movimentação de celulose pelo Porto de Paranaguá será ainda maior quando o novo terminal da Klabin estiver instalado e operando na área primária. “Será um novo terminal que reafirma o compromisso da Klabin com o Porto de Paranaguá e vai demonstrar o crescimento das exportações”, afirma o executivo.

O projeto foi apresentado em audiência virtual transmitida em tempo real, que contou com a participação e contribuição de diversos setores. “Apresentamos o projeto de construção de uma ponte pedonal na Avenida do Porto, no principal ponto de passagem dos caminhos-de-ferro e muito aguardada pela população, porque é também o local onde se cruzam os Trabalhadores Portuários Temporários (TPA) para acessar o porto”, completa.

Ele explica que a passarela vai beneficiar cerca de 2.800 trabalhadores por dia e, além de melhorar e agilizar o fluxo de pedestres, vai aumentar a segurança desses profissionais no trajeto até o porto.

A partir da audiência pública, realizada em 3 de março, o Porto de Paranaguá teve o prazo regulamentar de 30 dias para a emissão da licença de construção do novo terminal. “Com isso, devemos conseguir iniciar as obras de maneira adequada, respeitando os decretos relativos à pandemia. As obras têm duração prevista de 15 meses”, garante o representante da Klabin.

Em relação às obras a serem executadas, denominadas PAR1, a área do novo terminal da Klabin no Porto de Paranaguá terá 27.530 metros quadrados com ligações rodoviárias e ferroviárias e, após os investimentos, terá capacidade para movimentar 1,2 milhão de toneladas por ano. Estima-se que a área do novo armazém totalizará 15 mil metros quadrados dedicados à armazenagem e 6.600 metros quadrados para alocação de ferrovias, somando cerca de 21,6 mil metros quadrados.

A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, vai administrar um terminal para movimentação de carga geral, principalmente celulose. O contrato de exploração da área tem a duração de 25 anos (prorrogável por mais 45 anos). A empresa pretende fazer investimentos de US$ 23 milhões no local e gerar renda e mais empregos para a região desde a sua construção.

Fonte
Mundo Maritimo
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