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Carta Fabril muda para atrair sócios minoritários

A Carta Fabril, fabricante de papel absorvente com sede em Niterói e fábricas em São Gonçalo (RJ) e Anápolis (GO), está se preparando para um redesenho societário. As participações acionárias dos atuais controladores – o fundador e presidente da empresa, José Carlos Coutinho, e sua mulher – vão migrar para um Fundo de Investimento em Participações (FIP) ainda a ser constituído. Nesse movimento, a família passará a controlar a Carta Fabril de forma indireta, via FIP, e abrirá espaço para a entrada de novos acionistas interessados em ter participação minoritária na companhia, que este ano deve faturar R$ 480 milhões.

A expectativa é de que o FIP esteja constituído em prazo de 60 dias, disse Leonardo Moretzsohn, vice-presidente de finanças da Carta Fabril. Ele vem conversando com instituições financeiras para fazer a gestão e a administração do fundo de investimentos. Na busca por investidores, também será contratado um assessor financeiro e a empresa planeja fazer uma série de apresentações institucionais para potenciais candidatos.

Moretzsohn disse que a entrada de novos acionistas com participação minoritária busca fortalecer a estrutura de capital da Carta Fabril. O objetivo é atrair investidores, como fundos de pensão ou fundos de participação (private equity), que queiram participar do projeto de expansão da companhia.

A Carta Fabril planeja construir, em módulos, uma grande fábrica, com capacidade total de um milhão de toneladas de papel por ano e investimento de cerca de US$ 1 bilhão. A unidade está prevista para ser instalada em Aracruz, no Espírito Santo, próxima da fábrica da Fibria, principal produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto. A primeira fase do projeto deverá entrar em operação em 2017 com capacidade de produzir 120 mil toneladas por ano, disse Moretzsohn.

O executivo afirmou que a empresa já cumpriu condicionantes para obter a licença de instalação (LI) e a previsão é de que essa permissão seja concedida a partir do fim de agosto. Com a licença de instalação, podem começar as obras em terreno cedido pelo governo do Espírito Santo. O projeto de Aracruz habilita a Carta Fabril a tornar-se um grande produtor de “tissue” (papel absorvente).

Mas mesmo antes do aporte de novos acionistas, com a estrutura de capital atual, a Carta Fabril planeja novas expansões. Em maio, a empresa colocou em operação uma nova máquina de produção de papel em Anápolis, a quinta do grupo, com investimentos de R$ 70 milhões financiados por um sindicato de bancos formado por Itaú e HSBC e por linha do Banco do Brasil.

Com esse investimento, a capacidade de produção de papel da Carta Fabril chega a 80 mil toneladas em 2014 (foram cerca de 50 mil em 2013, quando o faturamento ficou em R$ 344 milhões). E a capacidade pode bater em 100 mil toneladas em 2015, aumentando o faturamento para R$ 650 milhões anuais, com a instalação da sexta máquina de produção em Anápolis, investimento que faz parte do plano estratégico. “A ordem de compra da sexta máquina deve ser feita neste segundo semestre”, disse Moretzsohn. Ainda em 2014, a empresa também vai abrir um centro de distribuição em Jundiaí para reforçar sua presença no mercado de São Paulo.

Valendo-se da estabilidade econômica e do crescimento da renda, a Carta Fabril registrou forte expansão na sua história. A empresa começou a produzir papel absorvente a partir de uma máquina de papel reciclado em 1991. Mais recentemente, a companhia começou a se profissionalizar adotando práticas de governança corporativa como auditoria e elaboração de planejamento estratégico. Também contratou profissionais de mercado como Moretzsohn, um ex-executivo da Vale e da EBX.

Valor Econômico

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