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BTG Pactual eleva preço-alvo para setor de papel e celulose

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O BTG Pactual revisou suas estimativas para as companhias brasileiras de celulose e papel, na esteira da rápida valorização do dólar, de cerca de 10% na semana passada, o que resultou na elevação do preço-alvo para as ações e units de Fibria, Suzano Papel e Celulose e Klabin. De acordo com o analista Leonardo Correa, as novas projeções consideram uma taxa de câmbio de R$ 3,85 por dólar no fim do ano e de R$ 4 no encerramento de 2016.

No caso de Fibria, o BTG destaca que a geração de caixa é “impressionante”, grande demais para ser ignorada. O banco afirma também que a expansão em Três Lagoas (MS) representa forte geração de valor aos acionistas. “Calculamos que a Fibria poderia proporcionar um retorno de caixa [aos acionistas] de R$ 500 milhões por ano sem comprometer a alavancagem financeira”, escreveu o analista em relatório. Diante disso, o banco elevou para compra a recomendação para as ações, cujo preço-alvo foi ampliado de R$ 47 para R$ 70 por papel.

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Para Suzano, que segue como a favorita (“top pick”) da instituição no setor, foi mantida a recomendação de compra, porém o preço-alvo da ação foi elevado de R$ 20 para R$ 26. “A desalavancagem [da companhia] deve se acelerar nos próximos trimestres, alcançando 1,6 vez no fim de 2016, à medida que a Suzano entregue um fluxo de caixa livre de mais de R$ 2,5 bilhões”, escreveu o analista.

Em relação à Klabin, o BTG aponta que a companhia continua a provar sua resiliência em 2015, com crescimento de 12% do resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) a despeito do cenário macroeconômico turbulento. O Projeto Puma, que compreende a instalação de uma nova fábrica de celulose, também dá suporte ao novo preço-alvo para os papéis da companhia, que passaram de R$ 20 para R$ 24 por unit, com recomendação neutra.

O BTG manteve a projeção de preço de referência para a celulose de fibra curta em 2015 de US$ 760 por tonelada e de US$ 750/tonelada entre 2016 e 2017.

Já o banco de investimentos Bank of America Merrill Lynch (BofA) reduziu o preço-alvo para as ações da Vale após um corte nas estimativas de preço do minério de ferro. O ajuste abrange tanto os papéis brasileiros quanto os recibos de ações negociados na Bolsa de Nova York (Nyse), as chamadas ADRs, conforme relatório distribuído a clientes.

O preço-alvo para os papéis PNA e ON da Vale foi reduzido de R$ 24 para R$ 20. Já a estimativa de preço-alvo do BofA para os ADRs da mineradora caiu de US$ 6,5 para US$ 5,2, também para as duas modalidades de ações. A recomendação foi mantida em “underperform” (desempenho abaixo da média de mercado), o equivalente à venda.

De acordo com o banco, apesar de alguns fatores positivos, como o real mais barato e redução de custos, combinação que poderia levar a uma redução do “breakeven” (ponto de equilíbrio entre receita e despesas) do minério de ferro para a empresa a US$ 35 a tonelada em 2016, a redução da projeção do preço do minério de ferro praticamente anula esses benefícios. Além disso, aponta, a alavancagem da companhia deve subir a patamares preocupantes e a percepção de risco, piorar.

O BofA cortou sua estimativa de preço da commodity para 2016 e 2017, de um intervalo entre US$ 50 e US$ 55 para uma média de US$ 45 a tonelada. A redução contínua da curva de custos, impulsionada por moedas mais fracas, e as previsões de produção de aço menores na China são os principais motivos da mudança, destacou o banco.

Valor Econômico