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Brasil ainda é uma grande oportunidade para o setor de papel tissue

Evento promovido pela RISI discute como cada segmento reage ao cenário atual e apresenta tendências para próximo ano

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Os mercados emergentes, que outrora atuavam como motores do crescimento econômico global, seguem cedendo os holofotes aos países desenvolvidos, atuais responsáveis pela sustentação da economia internacional, conforme apontam dados do cenário macroeconômico mundial, apresentados na 11.ª Conferência Latino-Americana da RISI.

Realizado em São Paulo em agosto último, o evento reuniu economistas e porta-vozes da indústria de celulose e papel para avaliar os diferentes impactos acarretados pela situação econômica tanto global quanto regional e traçar perspectivas para o próximo ano.

O segmento tissue apresenta perspectiva estável no curto prazo. Esko Uutela, diretor de Economia e especialista em Tissue da RISI, informou que o volume global de produção apresentou crescimento de 4% em 2015, chegando à soma de 34,8 milhões de toneladas. A despeito do arrefecimento econômico, a China desponta como um dos grandes responsáveis pelo impulso do crescimento global.

O consumo chinês cresceu 10,5% no ano passado. O país asiático, inclusive, ultrapassou o consumo da Europa Ocidental, posicionando-se como o segundo maior mercado consumidor de tissue do mundo, atrás apenas da América do Norte.

Os países norte-americanos também vivem um bom momento, com alta de 2% no último ano. O Canadá continua a figurar como o maior exportador de tissue para os Estados Unidos, mas a China, surpreendentemente, devido à distância entre os dois países, deslocou-se para a segunda posição, deixando o México e a Indonésia para trás neste quesito.

O mercado de tissue da Europa Ocidental foi mais um que demonstrou boa recuperação em 2015, com crescimento de quase 2,5%. Apesar dos problemas políticos e econômicos que enfrenta, o Leste Europeu manteve-se estável, embora com incremento mais tímido, de quase 1%.

Sobre a América Latina, Uutela pontuou que é difícil ver grandes variações anuais, pois há sempre algum país em recessão, algo que se reflete na média da região. O Brasil é um dos exemplos atuais a apresentar perspectiva de queda no consumo, acarretada pela crise política e econômica que enfrenta. Na contramão, o México destaca-se pelo bom desempenho e tende a incrementos em 2017 e 2018, superando o volume brasileiro.

Ao abordar as tendências e os desafios do segmento tissue latino-americano, Ricardo Botelho, CEO da Santher, enfatizou que o Brasil ainda é uma grande oportunidade para o setor, pelo potencial de crescimento na penetração dos lares. No curto prazo, no entanto, os impactos da sucessão de PIBs negativos vêm sendo sentidos pela indústria.

“Além do encolhimento da economia, o índice de confiança vem caindo, de modo a afetar o potencial de compra dos consumidores. Notamos quedas em todas as classes sociais, mas a mais relevante ocorreu na classe C – justamente aquela que vinha desempenhando um papel de motor econômico do Brasil”, analisou Botelho.

Mesmo diante do cenário desafiador, os papéis de folha dupla seguem crescendo mais do que o PIB e mais do que os papéis de folha simples, “o que deixa claro que o movimento de premiunização não irá retroceder”, frisou o CEO da Santher. As estratégias da empresa para lidar com o período turbulento vão ao encontro dessa característica.

“Temos trabalhado a marca para que o consumidor valorize a relação custo–benefício. Também apostamos em inovação, por meio de melhorias de qualidade dos nossos produtos; em eficiência logística, a fim de reduzir os custos operacionais, e ainda na adequação do portfólio às circunstâncias nas quais o consumidor está inserido, oferecendo o formato certo para cada momento”, listou Botelho.

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