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Bracell inicia operações do Projeto Star

Por meio do startup, que viabiliza seu ambicioso projeto de expansão em São Paulo, a companhia se tornou a maior produtora de celulose solúvel do mundo

Na sexta-feira, 17, a Bracell deu início à operação de sua nova fábrica, batizada de “Projeto Star”, com a produção da primeira folha de celulose – estágio inicial da curva de aprendizagem da planta. Por meio do startup, que viabiliza seu ambicioso projeto de expansão em São Paulo, a companhia se tornou a maior produtora de celulose solúvel do mundo.

O Projeto Star diversifica e amplia a produção da unidade para 1,5 milhão de toneladas de celulose solúvel ou até 3 milhões de toneladas de celulose kraft anuais. “A Bracell tem orgulho de ser pioneira na construção de uma fábrica de celulose de nova geração, que fornecerá produtos flexíveis e biodegradáveis usando a mais avançada tecnologia. Temos a maior caldeira de recuperação do mundo e o primeiro gaseificador de biomassa em operação no setor de Papel e Celulose na América do Sul. Estes e outros investimentos com foco em desenvolvimento sustentável e economia circular refletem a nossa preocupação com o clima, com a comunidade e com o país”, comenta Per Lindblom, vice-presidente executivo da Bracell.

A construção da nova fábrica foi feita com duas linhas que operam de forma flexível. O planejamento da produção ocorrerá em etapas nos próximos dois anos, com foco na estabilidade operacional de ambos os produtos. Passado este período, as linhas serão utilizadas para a fabricação de celulose solúvel ou celulose kraft, conforme as demandas da empresa.

A Bracell integra o Grupo RGE, que gerencia empresas com operações globais de manufatura baseadas em recursos naturais. Desse modo, parte significativa da produção de celulose solúvel da nova fábrica será consumida internamente de modo a atender aos planos de crescimento do grupo. No caso da celulose kraft, parte da produção será destinada à expansão da fábrica de papel e cartão da RGE na China. O excedente será comercializado para clientes internacionais, principalmente da Europa e dos Estados Unidos.

Assim que a expansão for concluída, a operação deve empregar de forma permanente cerca de 6.650 trabalhadores, diretos e terceirizados, nas atividades industriais, florestais e de logística. A Bracell priorizou a mão de obra local em todo o processo de construção e para a operação.

SUSTENTABILIDADE

O Projeto Star contou com investimentos e tecnologias focados em reduzir os impactos ambientais e tornar a produção ainda mais sustentável. A fábrica conta com a maior e mais limpa caldeira de recuperação do mundo e terá o maior gaseificador de biomassa da América para dar suporte à operação do forno de cal. A planta de gaseificação ainda utilizará biomassa 100% renovável como matéria-prima para a produção de biogás. O principal insumo da Bracell, o eucalipto, terá suas árvores cultivadas em áreas que antes eram ocupadas por pastagens ou estavam degradadas, o que auxilia a absorver o dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para o clima.

Além disso, a companhia foca na geração e distribuição de energia elétrica limpa para as operações da unidade. Tendo em vista que o processo de produção de celulose gera subprodutos que podem ser reaproveitados, a Bracell decidiu apostar em equipamentos de última geração e em alta tecnologia nos seus ciclos de processos. Nesse sentido, construiu uma nova subestação de 440kV conectada à rede de transmissão com tecnologia GIS (Gás Insuflado). A capacidade instalada é de 420 MW, movidos por três turbogeradores capazes de atender a demanda da fábrica e possibilitar a exportação para a rede SIN (Sistema Interligado Nacional) de cerca de 150 MW a 180 MW excedentes de energia de fontes renováveis, sem emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), suficientes para atender 750.000 residências ou cerca de três milhões de pessoas.

ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO

O projeto também demandou uma operação logística complexa para o transporte da celulose produzida, incluindo caminhões, trens e navios. A fibra será transportada por caminhões de Lençóis Paulista até o Terminal Intermodal, em Pederneiras, que seguirá na malha operada pela MRS até os terminais no Porto de Santos, em um percurso de 510 km. Quando a planta estiver em pleno funcionamento, serão utilizados em média 150 veículos por dia para completar o trajeto.

Fonte
Bracell
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