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Baixa no segmento professional provocou prejuízos, diz diretora da Ipel

Para Luciana Dobuchak, além da falta dos insumos e alta nos preços, a queda no setor institucional fez com que as fabricantes perdessem parte importante do seu faturamento

O ano de 2021 tem sido extremamente desafiador para o setor de tissue, especialmente no segmento institucional (away from home), por conta do fechamento do mercado corporativo e de redes de ensino em virtude da pandemia do coronavírus.

Para Luciana Dobuchak, diretora comercial da Ipel, a situação enfrentada hoje pode ser comparada à de outros anos críticos para a indústria. “Anos como 2014 e 2015, que foram difíceis. Quando comparados com 2021, temos características piores de impactos do que naqueles anos, não só com a celulose, mas com praticamente todos os insumos que fazem parte da indústria papeleira”, analisou, durante o Talk Tissue – Especial Fabricantes.

De acordo com Luciana, a escassez de insumos e os preços elevados têm afetado toda a cadeia produtiva de tissue. “A caixa de papelão é um insumo fundamental, eu não tenho como entregar o produto sem ter a caixa. E, além de termos tido altas absurdas – mais de 50% a 60% em alguns casos –, houve falta de material”, ponderou.

Apesar de uma melhora ter sido registrada no final de 2020, os novos fechamentos no início deste ano levaram a um declínio nas vendas. “Foi um desafio manter as vendas em função do consumo que, ao contrário do ano passado, sofreu uma queda”, observou a executiva.

A queda na linha professional fez com que as indústrias papeleiras registrassem prejuízos neste primeiro semestre e passassem a buscar alternativas. “O professional representava uma fatia de 50%, 55% do nosso faturamento”, contou.

Diante desse cenário, se tornou imprescindível encontrar formas de equilibrar custos. “Ninguém está buscando margem, nem recompor alguma parcela de lucro, isso é realmente veemente para o mercado”, concluiu Luciana.

Confira na íntegra o Talk Tissue – Especial Fabricantes:

 

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