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Atrasos na produção de novas unidades fazem com que pressão sob preço de celulose seja prorrogada

"Pode haver uma correção (de preços), mas nada parecido com o 'desastre' anunciado anteriormente", diz o vice-presidente da Stora Enso

“Pode haver uma correção (de preços), mas nada parecido com o ‘desastre’ anunciado anteriormente”, diz o vice-presidente da Stora Enso

O ano de 2014 começa com reajuste de U$ 20 por tonelada da celulose; valor proposto pela Fibria em referência a celulose vendida da Ásia, Europa e América do Norte. O reajuste contrapõe a recorrente queda de preços vista em anos anteriores, isso devido ao atraso no início das operações das fábricas da Suzano Papel e Celulose e da Montes del Plata.

Graças ao atraso dos dois projetos, o mercado de celulose de fibra curta (caso do eucalipto) teve adição líquida de 500 mil toneladas no mercado em 2013, inferior ao excedente de 3,6 milhões de toneladas estimado antes, conforme material apresentado pela Fibria.

Ao mercado que hoje absorve 1,5 milhão de toneladas por ano da primeira fábrica da Eldorado Brasil, produtora de celulose da J&F Investimentos, também é dona da JBS, chegarão mais 2,8 milhões de toneladas anuais. Desse total, 1,5 milhão de toneladas começam a se tornar realidade na unidade da Suzano Papel e Celulose em Imperatriz, no Maranhão, que entrou em operação na segunda-feira. Outra parcela de 1,3 milhão de toneladas virá de Montes del Plata, joint venture entre Stora Enso e Arauco no Uruguai, cujo início de operação foi postergado para os primeiros meses de 2014.

“Pode haver uma correção (de preços), mas nada parecido com o ‘desastre’ anunciado anteriormente”, diz o vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, Otávio Pontes.

Para Kurt Schaefer, vice-presidente de Celulose da consultoria Risi, após a entrada em operação da Suzano e a previsão para que Montes Del Plata entre no início do ano, haverá uma trégua na oferta adicional de celulose até o terceiro trimestre de 2015, quando começará a chegar ao mercado a matéria-prima proveniente da expansão da CMPC Celulose Riograndense. O projeto entrará em operação em maio de 2015. “Isso deixará aproximadamente um ano de intervalo entre os inícios de operação, o que será positivo para os preços da celulose no início de 2015.”

 

Adaptação: Tissue Online