Celulose Notícias

Após 13 anos, celulose se consolida como principal produto de exportação do MS

Com 2,175 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre, as duas plantas de produção de celulose de MS registraram uma receita de US$ 1,055 bilhão, 40,19% do total do faturamento do estado.

Desde 2006 a soja sempre terminou o primeiro semestre do ano como principal produto exportado por Mato Grosso do Sul. Em 2019, após 13 anos de hegemonia da oleaginosa, o cenário mudou. No acumulado de janeiro a junho deste ano, a celulose é o principal item da pauta de vendas internacionais do estado, segundo dados do Ministério da Economia tabulados pelo G1.

Com 2,175 milhões de toneladas exportadas nestes seis meses, as duas plantas de produção de celulose instaladas no estado registraram uma receita de US$ 1,055 bilhão. Esse faturamento representou 40,19% do total da receita de Mato Grosso do Sul com as exportações no período.

A soja, que ficou em segundo lugar no ranking estadual nesta primeira metade do ano, contabilizou um faturamento de US$ 718,878 milhões, 27,36%, da receita sul-mato-grossense.

Desde 2010, quando foi inaugurada a primeira planta de produção de celulose no estado, a da Fibria, atual Suzano, a celulose, de acordo com os dados do Ministério da Economia, figurou de forma constante como um dos produtos que geraram as maiores receitas com a exportação para Mato Grosso do Sul.

Em alguns meses, geralmente no início de cada ano, entre 2010 e 2018 a celulose chegou a ocupar a liderança do ranking sul-mato-grossense, até que, a medida que a colheita da soja avançava e aumentava a disponibilidade do produto, a oleaginosa retomava a posição.

Em 2019, entretanto, ocorreu uma mudança neste contexto. A celulose iniciou o ano como principal produto “Made in MS” embarcado para o exterior e mesmo com o estado registrando uma boa produção de soja, a oleaginosa não conseguiu ultrapassá-la.

Frente ao primeiro semestre de 2018, a exportação de celulose por Mato Grosso do Sul em 2019 cresceu 7,09% em volume – de 2,031 milhões de toneladas para 2,175 milhões – e 11,82% em receita – de US$ 944,346 milhões para US$ US$ 1,055 bilhão.

Em contrapartida, houve uma oscilação negativa nos embarques de soja na mesma comparação. Queda de 32,57% na quantidade – de 3,033 milhões de toneladas para 2,045 milhões de toneladas, e uma retração ainda maior no faturamento, 40,05% – de US$ 1,198 bilhão para US$ 718,878 milhões.