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“América Latina é um espaço importante para o crescimento do nosso negócio”, diz executivo da Softys

Gerente corporativo dos negócios de tissue da empresa falou sobre o lançamento de embalagem sustentável e o plano de investimentos para este ano

O gerente corporativo dos negócios de tissue da Softys, subsidiária da CMPC, Rafael Schmidt, afirma que, durante a pandemia, o comportamento e o efeito da crise sobre o consumo de produtos foram diferentes. Assim, enquanto os relacionados ao consumo doméstico aumentaram, os que eram do segmento institucional diminuíram significativamente. No longo prazo, eles esperam ver a demanda por papel tissue se estabilizar, mas em um nível mais alto do que antes da pandemia.

Com o objetivo de se tornar uma empresa de desperdício zero em um período máximo de seis anos, a Softys desenvolveu uma embalagem totalmente sustentável. No âmbito desse lançamento, Rafael Schmidt traça parte dos objetivos de seu plano estratégico e lança luz sobre onde a organização quer chegar com essa inovação.

Confira a entrevista do executivo à La Tercera:

A Softys lançou uma embalagem sustentável para seu papel higiênico Elite. Quais são suas características?

— É um invólucro para nosso papel higiênico da marca Elite 100% papel e sem adesivos, o que o permite não só ser reciclável, mas também biodegradável e capaz de se degradar em 90% em um período de 90 dias.

Como surgiu a ideia? Trata-se de um novo plano estratégico da empresa?

— Não é um evento isolado, mas corresponde precisamente ao plano estratégico da empresa onde a sustentabilidade está no centro.

O próprio modelo estratégico é composto por seis etapas, que vão desde a geração da ideia até o lançamento do produto em escala, o que nos permitiu reagir rapidamente às mudanças na demanda. Do lado da sustentabilidade, a estratégia possui três objetivos e eles estão em linha com a nossa matriz CMPC. Elas consistem em reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 50% até 2030, reduzindo em 25% o uso industrial de água por tonelada produzida até 2025. Esperamos nos tornar uma empresa de desperdício zero em no máximo seis anos.

Como você vê o impacto nas vendas com essa embalagem?

— Estamos em um primeiro estágio e é difícil dar números concretos. Estamos aplicando essa nova embalagem para um formato de nove rolos por embalagem da marca Elite, mas à medida que avançamos nos canais de venda, podemos considerar a incorporação de mais formatos. Por enquanto, estamos avaliando sua implantação em toalhas de papel da mesma marca. Paralelamente, também estamos trabalhando para lançá-lo em nossa operação no Peru nos próximos meses.

Por que o lançamento foi no Chile?

— Vários motivos, mas o principal é porque o Chile é um dos países onde há maior preocupação com as questões de sustentabilidade, por isso, temos um consumidor mais sensível a essas iniciativas. Em todo caso, vemos o Chile e a América Latina como espaços importantes para o crescimento do nosso negócio. Por exemplo, o consumo na região é de 6 kg/per capita ao ano, enquanto nos países desenvolvidos é de dois dígitos, então vemos espaço.

 

Qual será o plano de investimentos para este ano? Vocês preveem expansões e aquisições em 2021?

— Não podemos antecipar decisões com essas características, porém, posso apontar que, dado o nosso plano estratégico e seus pilares, a médio prazo, poderão continuar ouvindo sobre a Softys em termos de inovação e lançamentos.

Como foram a produção e as vendas durante a pandemia e como você vê 2021?

— Nossas três empresas, tissue, personal care e professional, enfrentaram a pandemia de maneiras bem diferentes. Enquanto os dois primeiros viram inicialmente um aumento da procura, especialmente em março, quando assistimos a um pico bastante atípico, o negócio fora de casa (away from home), dedicado ao abastecimento de empresas, restaurantes e hotéis, sofreu uma queda significativa. No longo prazo, esperamos uma estabilização da demanda por papel tissue, mas em um nível maior do que antes da pandemia, devido à mudança de hábitos das pessoas. Já na categoria institucional, a recuperação será mais lenta.

Há algum mercado em que vocês tenham mais foco?

— Sem dúvida, todos os nossos mercados em que participamos são importantes para nós. Mas México e Brasil são dois que observamos de perto.

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