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Pesquisa revela que 34% dos brasileiros levam papel higiênico na bolsa ou mochila

Um em cada três consumidores carrega o produto para uso fora de casa; mudança de comportamento amplia as ocasiões de consumo e aumenta a busca por conforto e praticidade

Até pouco tempo, montar um kit de emergência significava separar um remédio, um guarda-chuva compacto e um carregador de celular. Hoje, essa lista ganhou novos integrantes. Papel higiênico, lenços umedecidos e outros itens de higiene passaram a acompanhar muitos brasileiros na bolsa, na mochila e, para alguns consumidores, até mesmo no porta-luvas do carro para resolver pequenos imprevistos, desde um banheiro sem papel até a necessidade de limpar uma superfície, os óculos ou as mãos durante o dia.

O comportamento acompanha uma tendência de consumidores que passaram a carregar pequenos itens de higiene para evitar imprevistos fora de casa. Papel higiênico e lenços umedecidos conquistaram espaço fixo em bolsas e mochilas, principalmente entre quem passa boa parte do dia fora de casa.

Essa percepção é confirmada pelos números. Uma pesquisa da Kantar sobre hábitos de consumo da categoria de papel higiênico mostra que 34% dos brasileiros carregam papel higiênico na bolsa ou mochila para uso fora de casa. O levantamento também revela que a higiene deixou de depender apenas do papel tradicional: 66% utilizam algum complemento, como água (31%), lenços umedecidos (27%) e sabonete (19%).

Para Fernando Darosci, diretor comercial e de Marketing da Softys Sepac, fabricante da marca Duetto, esse comportamento reflete uma mudança na forma como os consumidores se relacionam com produtos de higiene. “As pessoas passam mais tempo fora de casa e procuram soluções simples para lidar com pequenos imprevistos. Produtos de higiene ganharam novas funções e passaram a fazer parte da rotina justamente porque oferecem praticidade e segurança em diferentes situações”.

 

DA NECESSIDADE BÁSICA AO CUIDADO DIÁRIO

O papel higiênico também ganhou novas funções no dia a dia dos consumidores. Segundo a Kantar, 44% dos entrevistados utilizam o produto para limpar os óculos, enquanto a mesma proporção usa para remover pelos e cabelos do chão ou do box do banheiro. O uso se estende ainda à limpeza de telas de celulares, televisores e tablets, citada por 28% dos participantes, e 26% o utilizam para recolher resíduos deixados pelos animais de estimação.

A mudança de hábito também influencia a forma como o consumidor escolhe o produto na gôndola. Se antes o papel higiênico era visto apenas como um item básico, hoje ele passou a acompanhar diferentes momentos da rotina, aumentando a atenção para características como conforto, resistência e desempenho.

“Quando o papel higiênico passa a acompanhar o consumidor em diferentes momentos do dia, atributos como maciez, resistência e conforto deixam de ser apenas diferenciais e passam a ser critérios importantes de escolha. Afinal, ele precisa entregar uma boa experiência em qualquer situação”, reforça Darosci.

Na avaliação da Softys Sepac, esse movimento acompanha uma mudança mais ampla na relação dos brasileiros com o autocuidado. Cada vez mais presentes na rotina fora de casa, produtos de higiene deixam de ser vistos apenas como itens essenciais e passam a oferecer praticidade, conveniência e bem-estar em diferentes momentos do dia.

Fonte
Softys Sepac
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