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Suzano precisa da aprovação do CADE para concluir a compra da FACEPA

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Companhia espera que CADE aprove compra da Facepa no 1º tri de 2018

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A Suzano Papel e Celulose deve receber o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a conclusão da compra da Fábrica de Papel da Amazônia (Facepa) no primeiro trimestre de 2018, sem grandes dificuldades, de acordo com expectativa do diretor de Finanças e Relações com Investidores, Marcelo Feriozzi Bacci. “Esperamos que a aprovação ocorra em um período curto. Hoje não temos participação nesse mercado, então não há uma concentração”, avaliou, em entrevista ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado). A maior parte do pagamento dos R$ 310 milhões pela compra da indústria ocorrerá logo após o sinal verde do Cade.

A compra da Facepa dá continuidade à estratégia da Suzano de diversificar o seu portfólio de produtos, com a entrada no segmento de bens de consumo. A Facepa tem participação de 15% no mercado de toalhas de papel, guardanapos, fraldas, papel higiênico e lenços de papel no mercado regional, com fábricas localizadas em Belém e Fortaleza, totalizando uma capacidade instalada de aproximadamente 50 mil toneladas por ano.

“A aquisição da Facepa serve para acelerar a nossa entrada nesse segmento. Ela está bem posicionada no mercado”, frisou o diretor de Bens de Consumo da Suzano, Fabio Prado.

Na semana passada, a Suzano inaugurou oficialmente sua unidade de bobinas usadas na confecção de papéis sanitários, localizada em Imperatriz (MA), com capacidade para produzir até 60 mil toneladas de papéis por ano. Com a compra da Facepa, a produção de papéis sanitários passará a responder por pouco mais de 3% da capacidade instalada de produção total da Suzano.

Segundo Prado, esse é um segmento ainda pequeno dentro da companhia, mas que terá o maior crescimento porcentual daqui para frente. “Esse é o tipo da área de negócios que vai se beneficiar do cenário de recuperação do País, que vai gerar não só aumento do consumo, mas também a migração de hábitos, com a compra de produtos de qualidade superior”, avaliou.

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Bacci acrescentou que o foco da Suzano neste momento será a integração das operações da Facepa e que não há outras negociações para aquisições em andamento. “O que não quer dizer que não venha a acontecer no futuro”, ponderou. Ele ressaltou que a Suzano tem capacidade de realizar novos investimentos, fruto da geração de caixa e do endividamento decrescente. “Estamos no momento de discutir a alocação de capital e olhamos para diversas iniciativas”, comentou.

De acordo com Bacci, a estratégia de crescimento da Suzano passa pelo mercado de celulose (por consolidação ou expansão orgânica), internacionalização e o desenvolvimento da área de bens de consumo. “O que buscamos ao longo do tempo é um portfólio balanceado que permite ampliar o nosso retorno e diminuir a variabilidade do nosso retorno.”

istoedinheiro.com.br

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